"No fim de contas, o que somos, o que é cada um de nós senão uma combinatória, diferente e única, de experiências, de leituras, de imaginações?" Enrique Vila-Matas
terça-feira, 5 de agosto de 2008
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
(...)
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Lenda do Galo de Barcelos
Um peregrino galego que saía de Barcelos em peregrinação para Santiago de Compostela foi acusado de ter roubado umas pratas a um proprietário e condenado a enforcamento. Num apelo final, pediu um encontro com o juiz, que se preparava para comer um galo assado. O galego jurou que, como prova da sua inocência, o galo se levantaria do prato e cantaria. O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo.
Todavia, quando o preso estava a ser enforcado, o galo levantou-se e cantou. O juiz compreendeu o seu erro, correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. De acordo com a lenda, o galego voltou anos mais tarde para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo, agora no Museu Arqueológico de Barcelos.
Nota: A segunda label deste post foi criada por uma cachopa que ainda não está habituada a funcionar em equipe e que cria tags em nome individual (depois há a lebre, mas ela foi raptada por extraterrestres quando era pequenina). A mim, tendo destilado em cima dos emigrantes a vida toda (por puro desfastio e maldade displicente), até ficaria mal usar de tal dizer, mas como se aplica na perfeição à histórinha desta noite, lá ficou.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
All Together Now:

Tive a sensação
De ter entrado numa Taberna
De Bragão ou Monsão
E um homem velho se acercou e assim falou
Vamos brindar um vinho verde
Que é do meu Portugal
E o vinho verde me fará recordar
Aldeia branca que deixei pra taz do mar
Vamos brindar com verde vinho
Pra que eu possa cantar
Canções do ninho que me fazem sonhar
Com o momento de voltar ao lar
Falou-me então daquele dia triste
O velho Luiz
Em que deixara tudo quando existe
Para ser feliz
A noiva, a mãe, a casa, o pai e o cão também
Pensando agora naquela cena
Que na estranja vi
Recordo a mágoa, recordo a pena,
Que com ele vivi
Bom português regressa breve e vem de vez
[refrão 2x]
Vamos brindar com verde vinho
Pra que eu possa cantar
Canções do ninho que me fazem sonhar
Com o momento de voltar ao lar
