
amanhã é dia da lebre rumar para a "sua" Zambu.
"No fim de contas, o que somos, o que é cada um de nós senão uma combinatória, diferente e única, de experiências, de leituras, de imaginações?" Enrique Vila-Matas

boa tarde, meninas-mais-lindas :)


| É a Maria | ||
Dezembro de 1990. O número 3 da mítica revista K trazia à capa Maria de Medeiros, então com 25 anos. Inês Gonçalves fotografou, Miguel Esteves Cardoso urdiu a prosa. A benção de MEC é generosa: «Finalmente vê--se uma estrela. Uma estrela a sério». O entusiasmo com a então jovem esperança da cinematografia nacional é incontido. «A Maria não tem cara. Tem mil. Não é bonita. Não é feia. É bonita quando quer. É feia quando é preciso». Intitulado «As Mil Marias de Maria de Medeiros», o artigo laudatório termina como começou, com MEC a prostrar-se pe- rante o talento da actriz que se notabilizava, à altura, como Anaïs Nin em Henry & June. «Ela não é um camaleão. É outra criatura. É uma verdadeira actriz. Uma artista no sentido antigo e absoluto. Uma criatura divina. Maria de Medeiros é uma estrela em qualquer língua. Em qualquer arte. Em qualquer luz. Em qualquer parte. É a Maria». | ||




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